Inovação nas empresas JÁ FEZ O BALANÇO DA INOVAÇÃO DE 2025?
- E.Moreno

- 20 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Se já fez, vale refletir com mais profundidade.
Se ainda não fez, algumas pistas ajudam a orientar o diagnóstico.

Uma das conclusões mais recorrentes é que o Brasil investe pouco em inovação. E essa percepção encontra respaldo nos dados do Índice Global de Inovação (IGI) 2025, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), onde o país ocupa a 52ª posição entre 139 economias pesquisadas.
Esse desempenho tem impacto direto sobre a produtividade nacional, sobretudo na indústria de transformação, tradicional vetor de ganhos de eficiência e difusão tecnológica para toda economia. Ainda assim, o setor carrega um histórico prolongado de estagnação e queda de produtividade, com perdas acumuladas nas últimas décadas, intensificadas a partir de 2019.
A questão central é então por que esse resultado persiste mesmo diante de avanços reconhecidos em infraestrutura de pesquisa, investimentos sustentados em P&D e sólidas capacidades acadêmicas e corporativas, como o próprio IGI aponta? Parte da resposta está menos nos recursos disponíveis e mais na forma como a inovação é compreendida e praticada nas empresas.
A inovação não nasce apenas em laboratórios ou centros de P&D. Ela emerge, sobretudo, da cultura organizacional — do grau de liberdade para experimentar, errar, aprender e melhorar continuamente.
No mercado, ainda predomina a ideia de que inovar é caro, exige grandes apostas e só vale a pena quando gera rupturas espetaculares. Essa obsessão pela inovação disruptiva, no entanto, acaba ocultando uma verdade simples: inovação não é um evento, é um processo.
Grandes avanços raramente surgem de saltos isolados. Eles são fruto de uma cultura de inovação permanente, presente em todos os níveis da empresa, do chão de fábrica à alta liderança. O progresso consistente nasce da melhoria contínua — não da promessa eventual da disrupção.
Quando a estratégia é sustentada por uma cultura sólida de inovação, mudanças incrementais e contínuas, baseadas na observação prática e criteriosa do dia a dia, tendem a gerar transformações mais relevantes do que projetos grandiosos, nem sempre conectados às necessidades mais prementes das empresas.
É no cotidiano da empresa — e não apenas no P&D — que a inovação ganha escala, eficiência e resultado.
O desafio é que muitas organizações ainda não tratam a inovação contínua como política corporativa, apostam em interversões pontuais e disruptivas. Empresas não perdem competitividade por falta de ideias; perdem por
ambientes tóxicos, avessos ao novo, dominados pelo medo do erro e pela aversão aos riscos naturais da experimentação.
Por outro lado, empresas verdadeiramente produtivas não esperam grande ruptura - buscam transformação. Melhoram todos os dias e entendem que não existe estratégia de inovação sustentável sem uma cultura sólida, aberta e colaborativa.
Então, como será a estratégia da sua empresa para inovação em 2026?
Considere: não existe estratégia de inovação sem uma cultura sólida que a sustente.
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